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domingo, 31 de março de 2013

DESTRUIÇÃO DE PORTÃO E MURO. O PROPRIETÁRIO DO VEÍCULO NÃO É CULPADO.


A mulher está indignada: derrubaram portão e muro da casa dela e o proprietário do veículo causador do acidente recusa-se a indenizá-la pelo prejuízo.
- Minha senhora, ele não é culpado.
Insiste.
- Como não? Pois o carro não é dele? É muita cara de...
pau. Nem me responde. Nem se preocupa com o que sofri. Poderiam ter matado alguém, dentro da minha casa. Ele tem que acionar o seguro contra terceiros. 
- A senhora está nervosa. Tem razão, mas o proprietário não é culpado.
Como não houvessem argumentos que pudessem demovê-la de ajuizar uma ação, no Juizado Especial,  foi orientada a preencher o formulário.
Não houve conciliação.
Na nova audiência, esta de conciliação, instrução e julgamento, o juiz, ao examinar o pedido, retruca: "Isto não poderia estar aqui. Acaba ocupando o espaço de alguém que precisa e tem um direito e reclamar!" 
Fazer o quê?
Pois bem. Ao final da audiência, o magistrado profere a sentença, extinguindo o processo sem o julgamento do mérito, fundamentado no artigo 267, inciso VI, do Código de Processo Civil (quando não concorrer qualquer das condições da ação, como a possibilidade jurídica, a legitimidade das partes e o interesse processual): quem destruiu o muro e o portão da requerente foi aquele que roubou o veículo do réu, três dias antes do incidente, conforme registrado em boletim de ocorrência e devidamente comunicado à seguradora. O réu é tão vítima quanto ela.

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Maria da Gloria Perez Delgado Sanches 

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Nada vale um coração tranquilo.

Quem sou eu

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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