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domingo, 5 de junho de 2016

"VOCÊ VAI É ACABAR VELHA, GORDA, FEIA E SOZINHA!"

Vida de divorciada: é melhor procurar o que fazer
- Eu acabo com eles! Vou tornar a vida deles um inferno!
Era o velório do tio de ambos. Primos, cresceram juntos, entre irmãos e mais primos. 
Poucos meses depois da separação, depois de um casamento de mais de vinte anos, filhos adultos, a...
notícia de que ele vivia com uma moça muito mais nova (que eles), na cidade do interior onde nasceram.
- Eu vou ligar todos os dias! 
Os planos se estendiam: ligações, cartas, viagens, arruaças, até macumba. 
- Você vai é acabar velha, gorda, feia e sozinha!
- Quê é isso? Imagine! Vou é infernizar a vida deles! É o objetivo da minha vida. Não tem nada que me interesse mais do que isso. Só tornar a vida daqueles dois um inferno! Cachorro!
- Não vai, não. Eles estão juntos e o que você fizer vai tornar eles mais unidos, ainda. Vai se esquecer de você e viver em função deles. Pra quê? 
- É tudo o que eu quero na vida. Só isso! Não quero mais nada, só acabar com a vida deles.
- Tá bom! Você não vai conseguir nada, só rugas e desprezo! Vai procurar o que fazer, mulher! Você tem uma profissão, não tem?
- Sou enfermeira. Enfermeira formada, não técnica de enfermagem. En-fer-mei-ra!
- Então. Vá fazer um curso de reciclagem, volte a trabalhar, vá viajar, conhecer gente nova e deixe eles com a vidinha deles, lá. Vá você fazer a sua ou vai acabar, como eu falei, velha, gorda, feia e sozinha. Velha, gorda, feia e sozinha. Escreva o que estou falando.

Velório da tia de ambos, onze meses depois.

- Aquilo que você falou me martelava a cabeça o tempo todo. Era pegar o telefone e lembrar do "velha, gorda, feia e sozinha". E me via assim. Mas sabe que você tinha razão? Segui seu conselho e nunca fui tão feliz.Voltei a trabalhar e até estou namorando, imagine você. Já viajei mais do que durante todo o tempo em que estava casada. 
Estava mais nova e bonita. Até mais magra. Sorria.

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Maria da Gloria Perez Delgado Sanches 

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Nada vale um coração tranquilo.

Quem sou eu

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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