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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O JOGO É MEU!

Lotérica de Shopping e uma fila enorme de impacientes.
Aproximando-me do guichê observo, ao lado, uma senhorinha, pessoa simples, a insistir com a caixa, em voz alta:
- Antes é preciso preencher o volante, minha senhora.
- Eu nunca preenchi isso, menina! Sempre dou o jogo e fazem pra mim. Por que você não pode?
- É a regra, senhora, primeiro é preciso preencher o volante.
- Você não pode fazer pra mim? Eu não sei fazer.
Dada a insistência - e a fila, que não andava -, a garota do caixa cede à pressão.
- São quatro reais.
- Como??!! Eu sempre paguei dois! Como, quatro reais!
- A senhora me mandou fazer. Fiz. São quatro reais. Agora quer que eu fique com o prejuízo?
Segue-se nova ladainha.
Para encurtar a história, intervenho:
- Pode deixar que eu fico com o bilhete.
A caixa, ante a obstinação da senhora, esclarece:
- A moça ficou com o bilhete. Não precisa mais pagar.
- Como!! O jogo é meu! Ninguém vai ficar com o meu jogo!
- A senhora não quis ficar, ela comprou.
A arenga não termina e eu me distraio com outras coisas. Chega a minha vez.
- Aquela senhora ficou com o bilhete?
- Ficou.
Peço um jogo no escuro e faço alguma outra aposta. A possibilidade de serem sorteados na mega sena os números 01-02-03-04-05-99 é a mesma de qualquer outra combinação.

segunda-feira, 23 de março de 2009

O CAMINHO DAS ÁGUAS

Quando a água encontra um entrave ao seu caminho natural, encontra novo destino. O homem é o responsável pelos obstáculos; é, também, a vítima de sua insensatez. As aglomerações urbanas trouxeram um novo cenário: o do mundo artificial, pavimentado e impermeável. É preciso repensar o modelo.

A palavra de ordem contra as enchentes deve ser represar e deixar passar. Represar as águas possíveis e permitir o curso natural da que não for possível aprisionar.


É sensato e urgente a troca de piso nos estacionamentos de automóveis (públicos e particulares) e nos calçamentos de prédios públicos por materiais porosos, para que a água recebida das chuvas seja direcionada ao lençol freático. A medida garantiria a alimentação de nascentes e diminuiria o impacto das enchentes, o que aliviaria a sociedade de dois problemas: o das enchentes e o das secas.


Também já existe o a).)sfalto impermeável. Por que não é utilizado?

Quanto às cisternas para o aproveitamento das águas pluviais, já existem leis ordenando que novos prédios tenham a previsão delas. Mas não é o bastante.
O poder público pode e deve dar o exemplo. Afinal, o interesse público não é demonstrado apenas quando o Judiciário resolve uma lide ou o Ministério Público abraça uma causa. Quando uma rua é asfaltada ou motoristas são multados por excesso de velocidade. Medidas simples podem ajudar a resolver um grande problema, que se torna maior com o crescimento das cidades.

Se as propriedades públicas recolhessem as águas recebidas, teríamos mais do que uma medida preventiva, mas um exemplo, que viria de cima, com cisternas para o recebimento dessa água (nos prédios dos Fóruns, Prefeituras, autarquias, etc.).
Recolhidas, poderiam ser utilizadas para uso nos banheiros, limpeza e jardins.

Se a bomba fosse acionada por energia solar (poucos receptores bastariam), seríamos exemplo para o mundo - e o custo do investimento seria pago em pouquíssimo tempo.
As placas de captação são caras porque a demanda é pequena. Por incrível que pareça, há uma cidade na Alemanha (que esbanja sol o ano inteiro, pois não?) que é campeã na utilização de energia solar (e no uso de bicicletas, em detrimento dos automóveis).
Com o aumento do consumo, a concorrência aumentaria, e o preço da energia barata poderia ser mais utilizada pelos particulares. Os políticos que implementassem tal idéia teriam maior visibilidade - afinal, vivemos uma era em que a defesa do meio ambiente é tema de discussão nos principais centros do mundo.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

DUAS SENHORAS ELEGANTES

As protagonistas permanecem anônimas. Jamais conheci seus nomes ou história, apesar de participarem de um episódio marcante.

No centro da cidade, pouco à frente de mim, caminhavam duas senhoras. Não eram velhinhas, posto que a conotação é diversa.

Esguias, bem trajadas e penteadas: duas senhoras elegantes. Em certo momento da caminhada, com naturalidade, uma delas agacha-se e recolhe um saco plástico do chão, com a ponta dos dedos. Saco comum, desses de supermercado. Caminha alguns poucos metros e deposita-o na lixeira, com espontaneidade.

Fiquei impressionada, porque até então cuidava - e sempre cuidei - do meu lixo, procurando dar o exemplo e educar minha filha para que jamais jogasse qualquer coisa nas calçadas.

A lição passada foi a de estender os meus dedos e "ajudar a limpar" aquilo que os outros deixam: o máximo em termos de elegância, cultura e refinamento.

Essa imagem ficou gravada, por anos, em minha memória e agora, depois de assimilar a atitude, com naturalidade, posso compartilhá-la. Não precisamos de trombetas, mas de delicadeza e educação, multiplicar as senhoras elegantes, ser uma delas.

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Nada vale um coração tranquilo.

Quem sou eu

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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