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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

TIO MARIANO E A MORTE

A morte e a menina
O tio Mariano morreu. Irmão e primo dos avós, primos e irmãos entre si.
Eu era a menininha com a avó, no velório, assistindo a passagem dos parentes e o corpo do tio, acomodado no caixão de madeira brilhante, coberto...
de flores. O primeiro velório: cheiro de velas e crisântemos (as flores de defunto), semblantes fechados, véus, coroas, castiçais.
A certa altura, começo a chorar, em choro convulsivo abraço minha avó.
- Não sabia que você era tão apegada ao Mariano.
Não era. A morte havia chegado a mim, como realidade. Como realidade o sentimento de perda, de perecível, aquele cheiro me...
penetrava. Minha avó, minha grande amiga e meu apoio, com quem crescera, não era eterna.
- Vó, promete que não vai morrer antes de mim? Promete, vó! Promete!
As lágrimas rolando, molharam nossos rostos, no abraço recebido. 
- Não posso prometer uma coisa que não sei se serei capaz de cumprir.

A cena me acompanhou a vida inteira. E um nó na gargante sobe, trava e me engasga. Engulo o engasgo e fico com a dor.

O que eu pedia?
Que jamais vivesse sem ela, sem sua companhia, sem saber que ela estaria lá, a me guiar, a me acompanhar, a me amar. Minha avó.
Fui egoísta? Talvez.
Se a morte é nossa grande certeza, está acompanhada da certeza de que alguém ficará sozinho e amargará a perda. Essa perda seria infligida a minha avó, se fosse eu a primeira.
Ela se foi, há mais de vinte anos. E vive. Em mim, nos meus pensamentos, na minha alma, no meu coração, tão pequeno quando sua ausência é mais sentida.
Tantas coisas a fazem renascer, mas a verdade inexorável é que a vida renascida é feita de lembranças, fugaz, etérea. Não há o novo, porque vida de verdade gera brotos e mudanças. As lembranças são estáticas. 
Uma de nós. Uma de nós teria que ir primeiro, a menos que fôssemos juntas. A mim, a mais nova, caberia a tarefa natural de viver.

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Maria da Gloria Perez Delgado Sanches 

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Nada vale um coração tranquilo.

Quem sou eu

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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