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sábado, 1 de dezembro de 2007

Da vírgula - NO FÓRUM

Ontem, precisei intimar as partes de um processo sobre despacho de nosso juiz. Todavia, a decisão era manuscrita, e a incompreensão de duas palavras comprometiam o significado do texto.

Após várias leituras, sem êxito, submeti o texto à Rose, colega de cartório, com vinte anos de exercício.

Não soube dizer ela do teor do despacho.

Em nova tentativa, exibi a decisão à escrevente de sala, nossa colega Miriam. Ela conhece melhor o juiz, a letra do juiz. Com certeza saberia.

Mas também não soube dizer.

Finalmente, mostrei a folha ao nosso diretor, Varella. Ele a leu, não entendeu. Leu novamente.

Virou a folha, e tinha algumas outras palavras rabiscadas no verso. Pronto, o contexto trouxe as palavras que faltavam.

Uma vírgula, longa vírgula, caída da linha superior, transformara-se em um C, ensombrecendo o significado das palavras que não conseguíamos traduzir. Apenas uma vírgula.

Meu hummm espontâneo, de compreensão, trouxe a atenção dos colegas que nos observavam.

- Foi só a vírgula que caiu!

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Nada vale um coração tranquilo.

Quem sou eu

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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