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sábado, 10 de novembro de 2007

O VELHO E A PERNA

Esta foi-me contada pelo Silas.

Outro dia, estava ele sentado no ônibus, cansado, meio dormindo, meio acordado.

Mantinha as pernas abertas e estendidas.

No sono ou quase sono, ouve:

- "Se você não tirar a perna daí, vou quebrar ela!"

Era sonho.


A voz, lá do fundo, insiste:

- "Vou avisando: se não tirar a perna, vou quebrar ela!"

Abre os olhos.

À sua frente, um senhor idoso, de barbas brancas, tinha uma perna dobrada sobre a sua canela, e olhava-o desafiadoramente:

- "Estou avisando!"

Silas o encara, recolhe a perna e responde, com a voz mansa:

- "Meu senhor, eu respeito as suas barbas brancas, a sua idade. Todos devem respeito a uma pessoa mais velha. Mas isso não lhe dá o direito de quebrar a minha perna. Não é porque o senhor é mais velho que tem esse direito. Se o senhor fosse mais novo, e quebrasse a minha perna, não sairia vivo daqui."

Meu amigo volta ao seu sossego e o velho passa, sob as vaias dos demais passageiros, insurrectos.

Quando contou o acontecido, o Silas comenta:

- Se ele quebrasse a minha perna, como eu teria forças para bater, se ele fosse mais novo?


Maria da Glória Perez Delgado Sanches
Membro Correspondente da ACLAC – Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo, RJ.

Conheça mais. Faça uma visita blogs disponíveis no perfil: artigos e anotações sobre questões de Direito, português, poemas e crônicas ("causos"): http://www.blogger.com/profile/14087164358419572567
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Terei muito prazer em recebê-lo.

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Nada vale um coração tranquilo.

Quem sou eu

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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