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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Quem disse que a vida é justa?

Márcia Antunes, nossa professora de Iniciação à Teoria do Direito, repetia sempre: "quem disse que a vida é justa?"

Na verdade, as pessoas tomam as outras por si mesmas. O homem como medida do próprio homem.

Dessa forma, os ímpios julgam a humanidade ímpia, e agem sem peso na consciência.

Os inocentes acreditam os outros inocentes.

Os mais corajosos, entretanto, conhecem as perversões de sua própria alma, e trabalham para domesticá-las.

Sócrates e Paulo aludem a elas. Do primeiro, chega-nos o lema "conhece-te a ti mesmo". Do segundo encontramos a alusão ao espinho que o feria, que uns tantos entendem ser puramente físico.

Paulo foi um apóstolo genuinamente diferente dos demais. Também sua vida o diferenciou não apenas dos irmãos em credo, mas de quantos com ele conviveram, a seu tempo.

Dessarte, existe a possibilidade de referir-se ele a espinhos, quando remetia-se a experiências do espírito, assim como o próprio mestre aludia a parábolas.

Entretanto, poucos, muito poucos, são os homens que lutam por conhecer as próprias imperfeições.

Menos ainda os que têm em seu caráter força e coragem para tentar corrigi-las.

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Nada vale um coração tranquilo.

Quem sou eu

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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