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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Lígia, Aline e as toalhas - CRÔNICAS DE UMA ESTAGIÁRIA DE DIREITO - NO POUPATEMPO

A Lígia prestava atendimento a uma moça.

Cabe um parêntesis: nossa amiga Lígia é uma garota inteligente, linda, linda mesmo, educada e sensibilíssima.

Vai daí que logo comoveu-se com a história sofrida. A Aline tentou ajudá-la, mas nenhuma das duas conseguiu enxergar uma resposta eficaz para o problema.

Para encontrar o caminho que não vislumbra, dirige-se a Aline, então, à professora. O Direito não apresentava respostas que lhe pudessem satisfazer. Retornam ao box, em busca de novas informações.

Esse vai-e-vem repete-se inúmeras vezes. As meninas, preocupadas, tentando resolver o problema, e a professora recusando qualquer possibilidade de solucionar o problema pelas vias judiciais.

Ao final, nossa amiga despede-se da moça, com lágrimas nos olhos.

No outro dia, a assistida retorna ao nosso posto, com um embrulho. Fizera duas toalhas, bordadas, muito bonitas. Uma para a Lígia, outra para a Aline. Por gratidão, pelo esforço e compaixão com que a atenderam.

Às vezes, mesmo quando nossa ajuda não se presta para mudar o mundo, pode, ao menos, fazer com que alguém se sinta importante. Importante ao ponto de comovermo-nos com a sua situação e buscarmos caminhos para aliviar o seu sofrimento.

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Nada vale um coração tranquilo.

Quem sou eu

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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