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terça-feira, 30 de julho de 2013

JUÍZA DO INTERIOR

juiz do interior
Juíza do interior. Por questões de ética, não aceitava presentes.
Se insistissem e a prenda fosse de pequeno valor, perquiria: "Você não vai ficar chateado se eu sortear entre o pessoal do cartório? Me desculpe. Realmente, não posso aceitar."
Admitiu receber, entretanto, de...
todos que lhe chegaram às mãos, um  único presente.
Certa feita, uma mulher muito pobre a procurara. Pobre em figura, pobre em instrução. Criava ela um menino, que lhe fora entregue no nascimento. 
Às vésperas de a criança ir à escola, enfrentava a mãe adotiva problemas, pois o menino não possuía nenhum documento. Procurou, pois, a juíza, para que ela regularizasse a situação.
- Não é assim. A senhora deve procurar o Ministério Público. - Convidou a mãe a se sentar e orientou, com paciência, a pobre mulher.
Passado algum tempo, foi procurada por um garoto, que trazia um presente para a "doutora juíza".
- Sinto muito, mas não posso aceitar.
- A senhora não vai querer nem ver o meu presente?
Abriu o saquinho. Eram ovos. Ovos ainda sujos com as fezes da...galinha que os botara. Explicou:
- É a primeira "botada" da minha galinha e eu queria dar para a juíza que me deu uma mãe.
Emocionou-se. Seus olhos encheram-se de lágrimas, que lhe escorreram pelas faces, voluntariamente. Levou o saquinho com os ovos para casa.
O marido, ao ver a embalagem, perguntou o que era. A juíza explicou. Novamente chorou, emocionada, de alegria. Por saber que fazia diferença neste mundo. Para melhor.

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Maria da Gloria Perez Delgado Sanches 

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Nada vale um coração tranquilo.

Quem sou eu

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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