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quarta-feira, 13 de junho de 2012

ABRAÃO LINCOLN E A MEIA-IDADE

Segundo ano de Direito, após incursões nas faculdades de Economia e de Arquitetura. Quarenta e cinco anos e uma súbita crise da meia-idade.
Na sala de aula, comento com a Renata: “Quando me formar, estarei...
com quase cinquenta anos: no fim da vida! Que chances terei no mercado de trabalho?”
Ela nada responde. Cinco minutos depois, apenas me entrega um papelucho, guardado até hoje como um quase-amuleto:
“Abraão Lincoln
- faliu aos 22;
- depressão aos 23;
- perdeu as eleições aos 26;
- perdeu as eleições aos 30;
- ficou doente aos 38;
- perdeu a mulher que ficou louca aos 40;
- perdeu as eleições aos 50;
- perdeu as eleições aos 58;
- virou Presidente da República”.

Lincoln não é mais um presidente da história dos Estados Unidos. É um marco. Sua biografia destaca seus erros (muitos e grandes) e suas vitórias. Foi um autodidata que aprendeu com os próprios fracassos e sua história – ou histórias de sua vida – transformou-se em lenda.
Hoje, concluído o curso, encaro o bilhetinho amarelado, já encardido, e me vejo recomeçando, ressurgida das antigas brasas apagadas, que já foram fogo intenso.
Não sou economista nem arquiteta. Mas bacharelei em Direito. As limitações impostas pela luta pela sobrevivência – afinal, é preciso comer, morar, comprar os livros e pagar a faculdade, além de cuidar de uma família – implicaram em tempo menor para a dedicação aos estudos.
No entanto, dei o melhor de mim. Cada pesquisa, cada novo curso ou palestra, era uma nova oportunidade de crescimento. Cada novo trabalho proposto, uma luz.
O tempo é um grande professor, ainda que escasso para todos os nossos propósitos. Gostaria de trabalhar mais, estudar mais, conviver mais com minha família.
Mas se não é possível o que desejo, ao menos pude equilibrar o que tenho: uma família maravilhosa, um emprego que me proporciona pequenos prazeres e desafios e um aproveitamento escolar muito bom.
Transmitida a mensagem, para que outros dela aproveitem, guardo aquelas palavras, no papelzinho velho e manchado, para que ele também renasça, quando redescoberto, daqui a alguns anos, a proporcionar novo alento. A mim ou a quem quer que o encontre.


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e os mais, na coluna ao lado. Esteja à vontade para perguntar, comentar ou criticar.
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Thanks for the comment. Feel free to comment, ask questions or criticize. A great day and a great week! 

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Nada vale um coração tranquilo.

Quem sou eu

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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